sábado, 25 de abril de 2015

A dungeon tour...bdsm paradise...

AS MAIORES BESTEIRAS DITAS EM TERMOS DE BDSM - - E como as coisas realmente funcionam.


"DON MARCO ALIGHIERI, SEUS TEXTOS SÃO CONTRA O QUE CONHEÇO COMO FUNDAMENTOS DO BDSM"

- Pois é... 

Porque você está considerando como "fundamentos do BDSM" coisas tiradas ou de blogs, posts e publicações de "entendidos" que tem por aí, de contos que circulam pela internet ou ainda de LITERATURA DE FICÇÃO como "A História de O", "A História de I", "Justine", "120 dias de sodoma", "Crônicas de GOR", "Vênus de Peles", "Trilogia 50 Tons", Etc...
Dica minha? BUSQUE FONTES MELHORES!
Você precisa ler MATERIAL TÉCNICO que é voltado de fato à prática real!
(E parar de dar atenção à coisas que não tem esse fundamento e que em vários casos contradizem o BOM SENSO.)
Vá ler "SM 101 A Realistic introdution" do Jay Wiseman.
Leia "Screw the roses, send me the thorns". Leia "Imaginative Sex" se gosta mesmo do John Norman. Leia "The Leatherman's Handbook" se quiser entender a história do BDSM.
Entre nesse site aqui: 
Entre nesse outro: 
Aproveite para ler isso também se quer ter um clâ com dungeon:
Leia isso:
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Cheque este material editado pela NLA sobre ABUSO, que é uma associação séria de praticantes:
..."A RELAÇÃO É CONSENSUAL PORQUE O BOTTOM PODE SAIR A HORA QUE QUISER."

- Legal isso... Basicamente o Bottom fica preso entre "aturar" e "sair".

...Vocês tem noção de que isso é a mesma coisa que uma chantagem emocional se esse bottom tiver um envolvimento afetivo?
Pois é.... Entendam o seguinte de uma vez por todas:
Consentimento no BDSM não é só aquele dado no começo, mas também precisa ser mantido.
TUDO é aberto a questionamentos e conversas adultas.
Isso aqui vale até para uma relação de escravidão TPE.
Tem algo errado? Peça licença e converse com o Top, inclusive porque ele não é infalível. Ele pode cometer uma gafe. E isso é normal.
Tem um Top que não quer conversar, e quer impor tudo?
Pois é... RED FLAG! Esse Top no caso é apenas uma pessoa com um problema, sendo então um autoritário se julgando dominador.
Dica minha? DISPENSE-O e busque alguém com a mente em ordem para estar contigo! (Gente assim só te dará prejuízos.)
"EU FAÇO A COISA REAL E 'HARDCORE', DAÍ NÃO USO PALAVRA/GESTO DE SEGURANÇA"

- 1000 vezes não... Justamente porque quando a coisa é de fato hardcore é que esses recursos são combinados e usados!

Aqui falamos em cenas aonde o bottom à todo momento grita "pelo amor de deus não faça isso" (parte de um roleplay psicologicamente denso e pesado), e aí quando ele gritar "VERMELHO" o Top sabe que não é roleplay e ele precisa mesmo parar a coisa.
Ou de cenas aonde o Bottom está amordaçado, geralmente gritando e se sacudindo, mas quando ele levanta as duas mãos o Top sabe que é para realmente parar a coisa.

"PASSE-ME SUAS SENHAS DE EMAIL/PERFIL/ETC PARA ME MOSTRAR QUE CONFIA EM MIM"

- Isso aqui é tática de uma pessoa que não confia na outra e está querendo jogar para esta a culpa na coisa.

Quem não confia aqui é justamente quem pede senhas!
Dica minha? CORTEM AS ASAS desse tipo de gente.
Tipicamente pessoas com essa caractetísticas são ou descontroladamente inseguras, ciumentas e possessivas, ou maníacas por controle (tratando-se então de MANIA, não de um KINK), ou ainda estão querendo aprontar alguma e daí desejam isolar o bottom.
Essa é inclusive uma RED FLAG das mais antigas. (Sinal vermelho, de problemas ou perigo da parte do candidato à parceiro.)

"A VERDADEIRA SUBMISSÃO É UMA ENTREGA DE CORPO E ALMA AONDE BOTTOM FAZ ABSOLUTAMENTE TUDO PARA AGRADAR O SEU TOP"

- Na verdade mesmo? Essa é a FALSA submissão!

A verdadeira é um KINK da parte do Bottom! Uma coisa que o agrada/excita e é feita dentro de seus limites e preferências.
(E daí não é jamais absolutamente ilimitada ou tão extrema ao ponto de se tornar algo tão perto do doentio.)
A falsa é quando isso é feito com segundas intenções, incluindo aqui bajular o Top para ter sua atenção afetiva ou sexual, aturar o BDSM por desespero para manter o parceiro, ser subserviente esquecendo-se de si mesmo, entrar em dependência emocional ou apaixonar-se demasiadamente e confundir isso com submissão, etc... etc... etc...
Esse tipo de bobagem vem de material literário, da cabeça de quem viaja na maionese (tendo visão 'conto de fadas' ou 'ferro e fogo' do BDSM) ou ainda de quem não quer se conscientizar do fato de que seu parceiro é um ser humano e daí tem necessidades, vontades e também limites (mesmo isso não sendo explícito).

"VOCÊ TEM QUE FAZER SEXO SEM PRESERVATIVO COMIGO PORQUE EU DOMINO, ENTÃO EU MANDO E VOCÊ OBEDECE"

- É... Aqui temos ou um IRRESPONSÁVEL querendo se impor usando o BDSM como desculpa ou ainda alguém MAL INTENCIONADO querendo passar uma DST de propósito.

No BDSM, as pessoas tem direito a terem limites.
"Só fazer sexo com preservativo" qualifica como limite!
Dica minha? Peguem suas coisas, saiam fora e larguem tal pessoa na mão! (E se tal pessoa tentar impedí-los, dêem umas cabeçadas e cutuveladas no meio da cara dela.)

"EU NÃO COMBINO CENAS. NEM VOU PERGUNTAR SEUS LIMITES, CURIOSIDADES E PREFERÊNCIAS. DEIXA QUE VEREMOS O QUE FAREMOS NA HORA."

- Sério mesmo que essa pessoa vai levar tudo que é brinquedo dela, e na hora vão ficar escolhendo o que pode ou não ser usado?

E que ela vai correr o risco de marcar sessão com alguém totalmente incompatível e perder a viajem?
Tem algo errado nisso...
No mínimo essa pessoa é um BDSMer que não está nem aí para seu parceiro em sentido algum.
No máximo é alguém querendo simplesmente sexo fácil e usando BDSM como desculpa ou algo muito pior que isso (um pirado ou sem noção que vai aprontar alguma contigo na sessão).
E nenhuma dessas coisas é boa!

"IREI ACEITAR VOCÊ COMO BOTTOM E FAREMOS SESSÃO. ASSINE UM CONTRATO / ACEITE MINHA COLEIRA / COMPROMETA-SE COMIGO / COMECE UMA RELAÇÃO D/S DE ALGUM TIPO COMIGO."

- Tá tudo errado... Isso aqui é o equivalente à um baunilha pedir uma pessoa aleatória em namoro para poder ficar ou transar com ela.

No BDSM primeiro conhecemos a pessoa...
...Então fazemos sessões por um tempo...
...E aí, SE for o caso, cria-se um compromisso de algum tipo.
E isso é um processo LONGO. Tipicamente demora MESES!
Quem coloca o carro na frente dos bois quase sempre é alguém carente, desesperado para se mostrar ou coisa parecida.
Abram os olhos!

"PROVE-ME SUA CONFIANÇA ANTES DE MAIS NADA. ENVIE-ME UMA FOTO OU VÍDEO SEU, AONDE APARECE SEU ROSTO E VOCÊ ESTÁ NÚ E/OU PRATICANDO UM ATO DE SEXO EXPLÍCITO E/OU EXIBINDO UMA PRÁTICA"

- Sério mesmo?

Isso aqui se parece mais com alguém querendo colher material comprometedor de outra pessoa, o qual irá usar para aplicar golpes aonde chantageia-se a pessoa pedindo dinheiro para não divulgar ou até mesmo usa-se isso para obrigá-la a continuar mantendo contato e aceitando ordens.
Dica minha? NÃO registrem suas práticas e mandem para desconhecidos.
Quando muito? Mande apenas para aquele parceiro de vocês com o qual CONVIVEM à ANOS e conhecem até o número de fio de cabelo deles.
(E ainda assim tenham consciência do risco de essas coisas vazarem. Recomendo até que o rosto e detalhes que possam idenfiticá-los não apareçam nesse tipo de foto. A 'Gimp Mask' é ótima para isso.)

"O BDSM VIRTUAL É UM CAMINHO PARA O BDSM REAL. SUBMETA-SE A MIM PELA INTERNET ANTES DE MAIS NADA"

- Vamos lá... No BDSM real, buscamos conhecer bem a pessoa antes de mais nada. Chegamos a conviver um tempo com ela como amigos para isso. Fazemos questão de compreender como ela é antes de qualquer sessão.

No virtual essa etapa é queimada, e cria-se prematuramente uma relação com uma pessoa da qual pouco sabemos. E ainda praticam-se coisas como exibicionismo na webcam, D/S via chat, etc...
Eu diria que o virtual é um DESCAMINHO para o real na grande maioria dos casos. Evitem-o!

"NÃO TEM PROBLEMA ALGUM EU SER CASADO COM BAUNILHA PORQUE VIVO O BDSM COMO ESTILO DE VIDA. ENTREGUE-SE COMPLETAMENTE À MIM, DEDIQUE-ME SUA VIDA E PERTENÇA-ME POR COMPLETO"

- Hein??????? Eu ouvi isso direito???????

No BDSM quando falamos em troca de poder, aonde poder é trocado por responsabilidade.
E em responsabilidade há também a questão de não oferecermos atenção que não poderemos dar! Não criarmos falsas expectativas!
Não faz sentido uma pessoa pedir total e completa atenção da outra, quando não pode retribuir isso.
Um bottom em tal situação facilmente cai em problemas afetivos inclusive.
Vai se sentir frustrado ao longo do tempo.
Vai perceber que está se dedicando à uma pessoa que tem ele como passatempo para horas vagas.
Dica minha? OU ponham essa pessoa também como passatempo para horas vagas OU dispensem. Mas JAMAIS deixem-se envolver demais.
(E cuidado com parceiros que são casados com gente que não sabe de suas práticas BDSM. Pra piorar tem a possibilidade de isso gerar sérios problemas depois.)
Acho até que "casados deveriam buscar outros casados", pois tendem dar mais certo juntos rolando inclusive uma empatia poderosa por estarem na mesma situação.
Obs.: E eu honestamente não entendo uma pessoa considerar que vive o BDSM como "estilo de vida" quando ela dedica a mais importante de suas relações à práticas puramente baunilhas. Isso aqui é uma ilusão.

"EU PRATICO DOMINACÃO PSICOLÓGICA. É POR ISSO QUE CHANTAGEIO EMOCIONALMENTE / AMEAÇO COM PUNIÇÕES O LIVRE ARBÍTRIO / CRIO E EXPLORO SENTIMENTOS / CONTROLO TODA A COMUNICAÇÃO / ETC... DE MEUS BOTTOMS"

- Não... O que esse cara faz não é "dominação psicológica".

O que ele faz é usar uma palavra rebuscada como justificativa para esconder que é um canalha no meio!
À partir do ponto em que o bottom está sendo coagido à algo, ele não está dando livre consentimento em mais nada.
E daí não se está mais praticando BDSM em acordo com tríade nenhuma.
Em TODAS o consentimento é LIVRE!
Isso aqui é situação de ABUSO e só isso.
E daí ou tal pessoa é sem noção, viajou na maionese ou é mal intencionada.
Dica minha? Saiam fora!!!!!!

"VIVO O BDSM COMO ESTILO DE VIDA / FILOSOFIA DE VIDA / RELIGIÃO / ETC... DAÍ AQUI EU MANDO, MEUS ESCRAVOS OBEDECEM E QUEM NÃO OBEDECE APANHA. ESTOU DISCIPLINANDO-OS."

- E assim tal pessoa passa por completo sobre a coisa mais importante do BDSM que é o consentimento dos envolvidos?

Entendam o seguinte.
Existe sim a questão do fetiche (Kink) da disciplina.
E aqui entra um bottom que GOSTA de ser punido por alguma coisa, na sessão.
Normalmente é mesmo um KINK em aprontar algo em ser punido.
Ou ainda um KINK em sentir-se disciplinado duramente.
Por vezes isso toma forma até de um "coaching hardcore" quando se extende para fora, aonde o Bottom QUER o Top lhe dê umas chicotadas toda vez que dormir tarde, perder tempo demais jogando, falhar em concurso público, etc... (Tem gosto para tudo e este é um deles.)
Mas? JAMAIS é aceita a situação aonde o Top usa alguma punição para de fato inibir o livre arbítrio do Bottom.
Lembrando aqui que sim - no BDSM qualquer um TEM O DIREITO de interromper práticas e conversar à respeito!
(Independente de quais sejam.)
Saiu disso? Deixou de ser BDSM, pois não é mais consensual.

"MEU BDSM NÃO É CONSENSUAL, PORQUE EU PRATICO NA TRÍADE X / FILOSOFIA Y / ESTILO Z, E DAÏ EU POSSO OBRIGAR DE FATO MEUS BOTTOMS A FAZEREM COISAS."

- Seguinte...

TODA tríade do BDSM inclui a questão de ser CONSENSUAL.
E quando é consensual, NADA é forçado de fato.
Até mesmo em fetiches aonde temos algo sendo "forçado", isso é puramente parte de um roleplay. Uma interpretação de papéis!
Sissificação Forçada? Inversão forçada? Humilhação forçada? Etc...?
Qualquer um desses cai nessa categoria!
E em qualquer um deles, o bottom PODE PEDIR PARA A COISA PARAR OU ABRANDAR se for o caso!
O "forçado" aí é apenas o estilo que é usado na cena, aonde o Bottom QUER SE SENTIR "OBRIGADO" a fazer certas coisas.
(E isso inclusive é uma forma de ele se sentir menos culpado para conseguir derrubar um tabú, com a ajuda do Top.)
Capiche?
Don Marco Alighieri

sexta-feira, 3 de abril de 2015

DICA DE LEITURA - cinquenta tons de prazer

Cinquenta Tons do Prazer - Renda-se aos prazeres das amarras e encontre o seu lado pervertido com este livro de cabeceira excitante, divertido e muito útil. Se os recentes romances eróticos encheram você de novas ideias a serem exploradas na cama, ou se quer apenas dar aquela apimentada na sua vida sexual, este delicioso guia vai ajudar a trazer suas mais loucas fantasias sexuais para a realidade. Mordidas no pescoço, tapas no bumbum, cordas nos pulsos, couro em todo o corpo — o delicioso universo sexual do BDSM (Bondage e Disciplina, Dominação e Submissão) está ao seu alcance em Cinquenta tons de prazer. Ao abordar trinta técnicas mais leves do sadomasoquismo – desde spanking e amarrar o parceiro com uma charmosa echarpe de seda até falar obscenidades na cama e transar de olhos vendados -, este livro lhe mostrará tudo que você precisa para iniciar sua própria aventura erótica.

POST RETIRADO DO FACEBOOK FEITO POR DOM EXTREMO

Como reconhecer um verdadeiro Mestre SM
Texto dedicado aos iniciantes, escrito por Ninna e publicado originalmente na comunidade Escravas e Submissas, no orkut.
Decidi transcreve-lo para cá por se tratar de um texto lúcido, que ajuda a colocar em perspectiva muitas posturas dentro do BDSM – que geralmente são ignoradas por muitos dos praticantes.
Me parece essencial entender que o aprendizado SM pode e eventualmente deve ser feito em conjunto, Dom e sub, entrosando-se nas práticas que lhes sejam agradáveis, dentro dos limites e vontades de cada pessoa.
Carcereiro

***
De como reconhecer um verdadeiro Mestre SM
Nos dias atuais com o advento da net, e com a facilidade de se comunicar de forma incógnita, é cada vez mais comum que homens e mulheres que sentem dificuldades em relacionar-se fora da rede, façam-se passar por Dominadores e Dominadoras com o claro objetivo de conseguirem apenas sexo fácil, e não exercitar esta forma tão bela e nobre de erotismo. Acreditam estes pseudo-dominadores que um submisso não os poderá rejeitar, e desta forma, sem nenhum preparo nem ética, se lançam às práticas sadomasoquistas desconhecendo os sérios riscos físicos, emocionais e psicológicos a que expõem a si, e a seus parceiros.
Este artigo, escrito com anuência de meu Mestre, e baseado em minhas próprias experiências, visa auxiliar submissos e submissas iniciantes que desejem buscar verdadeiros Dominadores na net ou fora dela.
Do perfil do praticante SM
Como primeiro ponto, é imprescindível observar que os praticantes de SM (os verdadeiros, praticantes na vida real pelo menos) são, geralmente, pessoas intelectualmente sofisticadas, e ao contrário do que se possa imaginar, haja visto que o SM é considerado uma perversão sexual pela OMS, são também pessoas moralmente requintadas. Logo, desconfie sempre da vulgaridade (quando gratuita e desproporcional durante uma abordagem inicial por exemplo) e da avareza de conteúdo cultural durante as primeiras conversações – teste seu Mestre – isto não o diminuirá, nem o tornará menos Dominador (se ele realmente o for), ao contrário, o tornará orgulhoso de poder se mostrar.
Do referencial SM
Desconfie de Mestres que desejem se tornar sua única fonte de informações e conhecimentos SM. Um verdadeiro Mestre estimula seus servos a buscar, se inteirar e aprender cada vez mais. Um Mestre sabe aprender com seu escravo, e como submisso é seu dever ser uma fonte de informações novas e relevantes para seu Senhor. Quando um Dominador tenta se tornar o único referencial SM do escravo denota insegurança e não raro, uma certa dose de ignorância.
Dos direitos de um submisso
O que é seu direito você deve exigir, não mendigar. Tenha uma atitude respeitosa sempre, mas mantenha-se informado sobre seus direitos tanto quanto sobre seus deveres. Sim, você tem direitos. Exija-os. Estabeleça-os desde o princípio. Argumente com seu candidato a Dominador sobre seus traumas e frustrações, e não permita que territórios sagrados para você sejam invadidos. Isto inclui seu próprio corpo. Exija o uso de preservativos, lubrificantes, assepsia dos brinquedos sexuais, higiene e tudo o que julgar necessário para que sua saúde física e emocional sejam preservados. É um dever de seu Dominador respeitá-lo tanto quanto você o respeita. Se o Mestre se negar a respeitá-lo, repense a relação.
De limites
Exponha desde o princípio com clareza e objetividade todos os seus limites, ainda que pressinta internamente que em algum tempo vá mudar de idéia quanto à eles. “Naquele” momento você sabe que eles existem, e rompê-los deve ser um processo gradativo dentro do “seu” tempo, não no do Mestre.
Do prazer
Um Mestre recebe e dá prazer. SM é um exercício de prazer, e você o merece. Questione consigo mesmo se está tendo o prazer que buscava ao se lançar neste jogo, e exponha sempre seus sentimentos a quem te domina. Um Mestre que se recusa, ou não sabe gerar prazer não é um Mestre.
Da confiança
Um Mestre deve confiar em você tanto quanto você nele. Confiança é um ingrediente fundamental na prática SM, e esta é irmã da sinceridade. Jamais minta para seu Dominador. Seja sempre verdadeiro quando falar, agir ou sentir. Estas serão armas poderosas que seu Mestre terá para lhe dar prazer, e ao que tudo indica, telepatia ainda não é a forma mais eficiente de comunicação da atualidade. Seja sempre objetivo, e não tema em colocar os pontos mais delicados que possam surgir. Se ele for um verdadeiro Mestre saberá separar as críticas das atitudes desrespeitosas de sua parte, e ambos ganharão. Um verdadeiro Senhor não sente necessidade de ser temido. Seu Senhor tem todo o direito de lhe omitir informações que julgue desnecessárias, mas não aceite que minta. Converse a respeito se estiver em dúvida.
Da segurança
Se para se sentir seguro precisar de dados pessoais a respeito de seu Dominador, peça-os. Nomes reais, números de carteiras de identidade e telefones não são garantias de coisa alguma, mas se ele não se importa de os dar já é uma grande prova de que é alguém com objetivos éticos, embora isto não seja um ponto fundamental aqui, porque muitas vezes ele pode omitir tais informações por outros motivos. Antes de um contato real procure conversar muito com seu Dominador. SM é comunicação, e se o Mestre exige um encontro muito rápido, antes que se conheçam suficientemente bem, pode se tratar de um dos casos citados na introdução deste texto. Seja criterioso quanto à escolha do local, e mantenha dados de onde estará com uma terceira pessoa. Não é necessário dar detalhes do conteúdo de seu encontro, mas é importante que pelo menos mais alguém saiba onde você se encontra caso algo não saia exatamente como previu.
Da compatibilidade
Existem tantas formas de se praticar SM quantos são as pessoas que o fazem, logo, pergunte, observe, questione. Veja se o método de dominação do Mestre se encaixa em suas expectativas. Não se entregue a uma modalidade SM que não lhe dê prazer apenas porque o Mestre assim o deseja. Lembre-se sempre que um verdadeiro Mestre adapta-se ao seu escravo, não o contrário.
Do comércio
SM é um exercício de sexualidade, de amor e de prazer. Não acredite em contratos de servidão que visem lucro ou comércio entre você e seu Dominador. Você pagará o prazer que receber com o prazer que proporcionará. Não admita ter que pagar ou receber por qualquer prática SM, salvo se for um profissional, é claro.
Das punições
Punições fazem parte do jogo SM, mas quando o Mestre é inexperiente ou despreparado, pode provocar danos psicológicos ao escravo, mesclando os castigos ministrados para o prazer, com as punições impostas por atos indevidos. É dever do seu Senhor puni-lo quando se portar mal, ou quando agir em desacordo com suas regras, mas você deverá ser sempre informado de como e porquê a punição estará acontecendo, e deve entendê-la como algo necessário. O Dominador que não sabe distinguir punições de castigos inerentes ao SM deve ser seriamente questionado, e quiçá informado a respeito. Não tenha medo de ensinar algo ao seu Mestre. Ele aprenderá com você tanto quanto você com ele.
Das experiências
É óbvio que se seu Mestre ainda não domina determinada técnica, você será a cobaia potencial para que ele a treine e aprenda, logo, questione antes o quanto ele está preparado para testá-la em você, e estabeleça com ele um safeword (ver informações a respeito) para que a brincadeira possa ser interrompida caso não ocorra como planejaram, ou para que não resulte num acidente. Exija segurança, você não é um brinquedo. Recuse-se a participar da experiência se o Mestre se negar a dar-lhe as explicações que merece. Pseudo-dominadores acreditam que podem fazer tudo o que vêm na net ou em publicações especializadas, sem antes se informar ou mesmo estudar a técnica. Mantenha-se distante de Dominadores que debocham do termo “estudar” quando se tratar de SM.
Dos sentimentos
Um verdadeiro Mestre se interessa por tudo o que provoca, por todas as sensações e sentimentos de seu escravo, particularmente depois de uma sessão. Seja sempre sincero, fale a verdade. Nunca minta apenas para agradar ao Mestre. Se um Mestre não se mostra interessado pelos seus sentimentos é porque não o está observando, e neste caso pode tratar-se de um pseudo-Mestre. Questione-o, se for o caso.
Dos abusos
Tanto a submissão, quanto a dominação são características eróticas. Você não tem que ser um submisso 24 horas por dia se não lhe dá prazer. Existem casos de pseudo-dominadores que abusam de seus escravos fora do contexto erótico. Se não faz parte da sua fantasia, não se preste a este papel. Um verdadeiro Mestre respeita e admira seu servo. Não é sua obrigação por exemplo, passar horas na fila do Banco do Brasil para pagar as contas dele somente porque você é seu escravo. Estabeleça os critérios de sua servidão.
Apontamento final
E finalmente, é bastante difícil distinguir um Mestre inexperiente de um mau Mestre, principalmente se você como submisso, também é um principiante. Estimule-o a se aprimorar. Se perceber que um Mestre reúne todas as características de um bom Dominador, além de ser ético e bem intencionado, aprenda junto com ele. Dialogue bastante e iniciem-se mutuamente. Lembre-se que ninguém nasceu sabendo.
Fonte: Site do Carcereiro / 2012

MOTEL 50 TONS NO ACRE

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